
Uma tentativa de assalto a um policial civil, seguida de troca de tiros, terminou de forma trágica no início da noite desta quarta-feira. O mecânico José Roberto da Silva, 37, passava de bicicleta pelo cruzamento das Avenidas Caxangá e General San Martin, no Cordeiro, na Zona Oeste, quando uma bala perdida atingiu seu rosto. A vítima morreu na hora. O agente, pertencente à Delegacia de Roubos e Furtos, comunicou o fato ao delegado da especializada, Sérgio Moura, e já está à disposição da polícia para prestar esclarecimentos. Os criminosos seguem foragidos.
Testemunhas contaram que três homens se aproximaram do Celta pertencente ao policial e anunciaram o assalto. Em seguida, um dos bandidos puxou um revólver e começou a atirar contra o proprietário, que revidou de imediato. Uma das balas atingiu a face do mecânico, que estava a cerca de 20 metros do veículo. Um amigo da vítima contou ter estado com ela horas antes. “Ele trabalhava comigo em uma oficina próxima e até às 17h estava terminando o serviço em um carro. Passou em casa, tomou um banho e estava indo para igreja quando isso aconteceu. Era uma pessoa conhecida na região e bastante querida”. falou, sem se identificar.
A cunhada de José Roberto, Valéria Silva Santana, passou mal ao vê-lo e desabafou: “É impossível viver em um lugar assim. Enquanto não houver justiça, todos os dias vamos ver pais e mães de família morrendo dessa maneira. Ninguém aguenta mais essa violência”.
A Polícia Civil se concentra agora em determinar se o disparo que matou o mecânico saiu da arma do agente ou da dos criminosos. “Temos que levantar as informações com calma para não cometer erros. A perícia balística mostrará de que arma o tiro saiu e a partir daí teremos indícios suficientes para determinar alguma coisa”, comentou a delegada da Força-Tarefa de Homicídios, Josineide Confessor.
O delegado da Roubos e Furtos, Sérgio Moura, defendeu o subordinado e pediu que seu nome fosse mantido em sigilo. “Ele foi vítima neste caso e se apresentou espontaneamente para que os fatos sejam apurados. É um policial que já prestou diversos serviços e que trabalha diariamente na rua no combate à criminalidade”, acrescentou. O agente envolvido seguirá trabalhando normalmente durante o andamento do inquérito.
Do JC
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