
A proposta de reforma eleitoral, que está tramitando no Senado, foi definida, ontem, como “uma mudança típica de véspera de eleição” pelo deputado federal Inocêncio Oliveira (PR). O parlamentar afirmou que a mensagem não reflete o conjunto de modificações necessárias ao qual a legislação eleitoral precisa ser submetida e ainda assegurou que, pelo clima ruim que paira no Congresso, a matéria não entrará na pauta de votação este ano. “São regras para a eleição do ano que vem. O que precisamos é de uma reforma global que mude as eleições gerais, contemplando os pleitos municipais também. E do jeito que as coisas estão complicadas no Senado e na Câmara, ela não será votada este ano”, garantiu o republicano.
Inocêncio considera que o ano que vem será o momento ideal para uma discussão mais aprofundada do que diz o atual texto da reforma, uma vez que ela não teria, dessa forma, a possibilidade de vigorar já no próximo pleito. O deputado considera que alguns pontos da proposta, sem dizer quais, ainda não receberam a atenção devida.
“Não é hora de se discutir isso. Ainda tem que se ver muita coisa. É preciso que todas as questões sejam debatidas sem essa necessidade de vigorar já nessa eleição. Não é o ideal fazer isso agora. Não é mesmo”, reafirmou.
CHAPINHA
A possibilidade do PR integrar o chapão governista no próximo pleito foi afastada de forma contundente, ontem, por Inocêncio, que preside a legenda no Estado. O republicano garantiu, mais uma vez, que seu partido já está fechado com o PP para a composição de uma chapinha estadual e outra federal. “Já comuniquei ao governador Eduardo Campos (PSB) que não entraremos no chapão. Ele já sabe disso. Nós sairemos com o PP. Já está acertado! Essa é a opção que o PR tomou e não tem volta”, assegurou.
O parlamentar fez questão ainda de ressaltar que os rumores a respeito da possibilidade dos deputados estaduais Esmeraldo Santos e Amauri Pinto deixarem o PR para permanecerem com chances de se reelegerem não procedem. Inocêncio afirmou que nenhum deles vislumbra essa alternativa. “Eles não vão sair. Farão parte da nossa chapinha com o PP, na qual pretendemos eleger oito deputados”, disse.
GILBERTO PRAZERES (FOLHA DE PERNAMBUCO)
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