sexta-feira, 31 de julho de 2009

'Não é problema meu', diz Lula sobre crise do Senado


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (30), que não cabe a ele decidir sobre a permanência do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), no cargo.



“Não é problema meu. Eu não votei para eleger Sarney presidente do Senado, nem votei para ele ser senador no Maranhão, nem votei no Temer, nem votei no Arthur Virgílio, não votei para ninguém. Votei nos senadores de São Paulo. Quem tem que decidir se ele continua presidente do Senado é o Senado, não sou eu", afirmou Lula.



O presidente concedeu coletiva à imprensa após o Seminário Empresarial Brasil-Chile, realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). No evento, ele defendeu aliança comercial entre países emergentes.

O presidente Lula pediu que o Senado tome providências em relação à crise na Casa para não paralisar votações importantes.



“O Executivo depende muito das ações do Senado e não o Senado do Executivo. Todo mundo sabe que a paralisia do Congresso pode trazer problemas. Espero que agora com a cabeça fria, depois de dez dias de férias, eles se reúnam como homens adultos que são, todos com mais de 35 anos de idade, e se decidam a normalizar a situação do Senado.”



O presidente do Senado, José Sarney, é alvo de 11 representações no Conselho de Ética da Casa, a maioria com relação ao escândalo dos atos secretos. Além dos problemas no Conselho de Ética, Sarney também enfrenta problemas na Justiça. O Ministério Público Estadual do Maranhão (MPE-MA) reprovou as contas apresentadas pela Fundação José Sarney entre 2004 e 2007 e decidiu intervir na entidade, que tem Sarney como presidente vitalício.



Diversos senadores já pediram a renúncia do presidente da Casa após uma série de denúncias, inclusive parlamentares do PT.



Ao ser questionado sobre a divisão dentro do PT em relação à permanência de Sarney no cargo, Lula respondeu: "Faz três anos que eu não participo das reuniões do partido. Vocês devem ligar para o [Ricardo] Berzoini, (presidente do PT), para saber como o partido está vendo essa divisão."



Mariana Oliveira
Do G1, em São Paulo

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