
Apesar de desafeto político do governador Eduardo Campos (PSB), o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) deixou de lado as diferenças e afirmou, ontem, que é possível caminhar de mãos dadas em prol da defesa da divisão igualitária dos royalties do petróleo da camada pré-sal entre os 27 estados brasileiros. Embora não tenha comparecido, anteontem, à reunião promovida pelo socialista, no Palácio do Campo das Princesas, para discutir o tema com parlamentares federais pernambucanos, o peemedebista não só deu declarações, em entrevista à Rádio Jornal, alinhadas ao pensamento do governador. Mas foi claro: “Todos têm que procurar dar a sua ajuda e colaboração. Sem nenhuma mesquinharia, sem ser pequeno, tem que procurar ser grande para defender o interesse de todos os estados. No caso de Pernambuco, todos os pernambucanos se juntarem em torno dessa bandeira”.
Da mesma forma que Campos, Jarbas entende que os recursos a serem distribuídos, no futuro, deverão ser úteis para reduzir as desigualdades sociais e regionais. Numa fala semelhante à proferida pelo governador, no dia do 7 de setembro, Jarbas considerou que “Pernambuco é um Estado ainda muito carente, onde precisa ser feita muita coisa”. “Muitas já foram feitas, mas precisa também se fazer mais coisas, aumentar a inclusão social. É um Estado que ainda tem muita gente na linha de pobreza, investir na área de Sáude, complementar os parques industriais. Não somente aumentar Suape, consolidar de vez Suape. Mas outros postos de desenvolvimeto no Agreste, no Sertão, na Zona da Mata”, ressaltou.
Sobre os outros dois senadores pernambucanos, ambos de oposição, Sérgio Guerra (PSDB) e Marco Maciel (DEM), ele acredita que não oferecerão resistência a aprovar o marco regulatório, se o Governo apresentar “com clareza que vai contemplar estados produtores com pouco mais e o grosso do dinheiro, que é muito, vai para os outros estados”. Para Jarbas, a discussão assumirá uma tônica “sadia” e “proveitosa”, no momento em que a porposta for contemplar a todas as unidades federativas, “ajudar mais ainda as áreas mais necessitadas, mais degradadas”.
Mais uma vez coincidindo palavras com o socialista, no item tempo, Jarbas defendeu que, apesar de a discussão se dar em torno de uma arrecadação que só se concretizará “daqui a cinco, dez, anos para frente, tem que se cuidar agora”. Por outro lado, contemporizou a atuação de Pernambuco à frente da luta pela descentralização dos royalties. “Não é somente Governo e oposição em Pernambuco, são todos. Essa é uma questão do País, de Estado. Não é uma questão do Governo. Não é uma questão de Lula, muito menos uma questão do PT, isso é uma questão nacional do Brasil”, ressaltou o senador.
RENATA BEZERRA DE MELO (Folha de Pernambuco)
Nenhum comentário:
Postar um comentário