
O navio-patrulha Grajaú, o primeiro da Marinha brasileira que deve chegar ao local onde foram encontrados destroços do Airbus da Air France, nesta quarta-feira (3), às 18h, tem radares para localizar objetos com mais de 40 a 50 centímetros na superfície do oceano. Ao todo, estão à bordo 31 homens, que vão usar binóculos para facilitar a observação. Inicialmente, a previsão era de que a embarcação chegaria ao local às 11h, mas, em função dos fortes ventos na região e das correntes marítimas, o horário foi alterado.
O navio tem botes para o caso de marinheiros precisarem resgatar objetos, destroços e até sobreviventes. Ao todo, cinco navios da Marinha estão em deslocamento para a área do acidente. Eles serão auxiliados por três navios mercantes, dois franceses e um holandês, que estavam passando pela região.
Amanhã, chegam ao local do acidente as fragatas Constituição e Bosísio, munidas de radares para rastrear objetos no fundo. A Constituição tem um helicóptero de guerra Superlinx, enquanto a Bosísio tem um helicóptero Uh13. Nas duas embarcações há mergulhadores e homens treinados para atuar em resgates. Ao todo, a operação da Marinha mobiliza 300 homens.
Também navegam para o local a corveta Caboclo e o navio-tanque Gastão Mota, que zarpou do Rio de Janeiro e terá a função de abastecer todas as embarcações da Marinha utilizadas na operação de resgate. Esse navio tem capacidade de carregar pelo menos 4 milhões de toneladas de óleo, combustível suficiente para manter as embarcações naquela região durante um mês.
Questionada sobre a possibilidade de encontrar sobreviventes, a Aeronáutica disse acreditar nessa hipótese e afirmou que a temperatura da água é favorável, pois varia de 26 a 30 graus centígrados.
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, explicou que os aviões da Força Aérea que estão sobrevoando a área podem – caso visualizem – enviar botes e mergulhadores caso sejam encontrados sobreviventes. Estes botes, depois, seriam resgatados pelos navios que, de acordo com ele, não chegaram ainda porque navegam a cerca de 30 quilômetros por hora.
Para acelerar o resgate do material encontrado, o ministro determinou que os navios levem o que for encontrado para um ponto a 250 milhas de Fernando de Noronha. De lá, helicópteros Blackhawk da Aeronáutica vão pegar o material e levar até a ilha. Depois, eles vão ser trazidos para oRecife.
Do Jornal do Commercio
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