
A Polícia Civil de Goiás abriu inquérito para investigar denúncias contra o diretor de futebol remunerado do Santa Cruz, Raimundo Queiroz. Ele está sendo investigado porque na época em que ele era presidente do Goiás, entre 2003 e 2006, ele teria deixado um prejuízo de R$ 16 milhões para o clube goiano - por má administração
O inquérito investiga as denúncias de crimes de estelionato, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, agiotagem e contra a ordem tributária. Cinco pessoas estão sob suspeita, entre elas o ex-presidente do clube Raimundo Queiroz.
De acordo com a polícia, ele é acusado de uso irregular de cartão de crédito do clube e venda irregular de títulos, além de realizar empréstimos fraudulentos. "Fundamentalmente eram tabulados contratos de empréstimos que não eram contabilizados pelo Esporte Clube Goiás e isto demonstra que havia na conduta do dirigente, na época o senhor Raimundo Queiroz, e das pessoas que colaboraram a intenção de lesar o clube e se beneficiarem ilicitamente desses valores monetários", diz o delegado Manoel Borges.
As investigações começaram em dezembro do ano passado e ainda estão em fase preliminar. Mas de uma coisa a polícia já tem certeza, os prejuízos aos cofres do clube podem ultrapassar R$ 20 milhões.
Raimundo Queiroz disse que não sabe que denúncias são essas e pediu para o advogado dele entrar em contato com a polícia de Goiás."Nunca fui convocado para prestar qualquer esclarecimento e minha administração foi a mais transparente do Goiás antes de mim e depois de mim. O Goiás está passando por uma dificuldade muito grande, perdendo, se endividando. As dificuldades lá estão grandes e eles estão só querendo mascarar a incompetência que lá existe me usando mais uma vez para que isso aconteça. Mas isso não é verdade e não é nada além das maldades que já fizeram. É só mais uma".
Ele negou ainda a existência do cartão corporativo e disse que as denúncias não passam de uma farsa. "Não existe cartão corporativo. Até então porque o cartão não existe, as faturas, as compras e os documentos contabilizados. Isso não tem como dizer. Os balancetes são mais do que claros. Quer dizer, isso são coisas plantadas. O delegado está baseando em documentos que apresentaram. Nunca me chamou lá para poder provar e mostrar a documentação que fosse verdadeira. Se quer eu sabia desse fato e isso está mais me cheirando a uma falcatrua de pessoas que realmente querem prejudicar um cidadão de bem, uma pessoa decente. Isso não é verdade. Empréstimos não existem porque todos estão contabilizados."
Da Redação do pe360graus.com
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