Roberta Soares
Do Jornal do Commercio
Estudantes quiseram chamar atenção para o silêncio que começa a tomar conta do caso
Foto: Robert Fabisak/JC Imagem O ano letivo na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) começou, nesta segunda-feira, com um protesto de amigos do estudante universitário Alcides Nascimento Lins, 22 anos, assassinado por engano no dia 6 de fevereiro, na Torre, bairro da Zona Oeste do Recife. Com cartazes de frases fortes e narizes de palhaço, pouco mais de 50 estudantes do Centro de Ciências Biológicas, especialmente do curso de biomedicina - o mesmo cursado por Alcides - caminharam pelo campus e entraram no anfiteatro, onde acontecia a aula inaugural. Circularam por toda a área, diante dos participantes e dos professores que comandavam o evento.
Os manifestantes quiseram chamar atenção para o silêncio que começa a tomar conta do caso, tanto pela polícia como pela imprensa. “A cada dia novos Alcides surgem e não podemos deixar que o tempo amenize essa ferida. Precisamos que o caso seja concluído, todos os envolvidos sejam presos e punidos, pelo bem não só da família de Alcides, mas de toda a sociedade”, defendeu o biomédico recém-formado Rafael Lira, 23 anos, amigo do universitário assassinado. Um dos autores do crime, um adolescente, está preso, mas o segundo envolvido, o presidiário João Guilherme Nunes da Costa, conhecido como Guigo, continua foragido. A Polícia Civil garante que o caso está esclarecido e que não enviou o inquérito para a Justiça porque tem trabalhado para prender o acusado.
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