segunda-feira, 6 de abril de 2009

Professor pernambucano é uma das vítimas da tragédia em Nova York


Um pernambucano foi uma das 13 vítimas da chacina que aconteceu na sexta-feira (3), na cidade de Binghamton, no estado de Nova York (EUA). O professor Almir Olímpio Alves (foto), 42 anos, fazia pós-doutorado na Universidade de Binghamton. A informação ainda não foi confirmada pelo Itamaraty.



Embora a polícia da cidade americana não tenha divulgado a lista completa com o nome dos mortos, a reportagem do pe360graus.com entrou em contato com a Polícia de Binghamton na tarde deste domingo (5). Eles afirmaram que havia um brasileiro entre as vítimas, mas disseram que não tinham permissão para confirmar o nome dele antes de entrar em contato com a família.

O professor Almir Alves cursava inglês no American Civic Association, onde ocorreu a tragédia. A família do professor soube que ele foi morto na noite do sábado (4). “A esposa do co-orientador do pós-doutorado, o professor Pedro Otaneda, que está em Nova York, ligou para avisar”, disse Márcia Pereira Lins Alves, 36 anos, mulher do professor morto.



Almir Olímpio Alves ensinava, há seis anos, no departamento de Matemática da Universidade de Pernambuco (UPE), em Nazaré da Mata, na Zona da Mata do Estado. Ele estava nos Estados Unidos desde setembro de 2008 e voltaria ao Brasil em julho deste ano.


Para o diretor da unidade pernambucana de ensino, Luís Alberto Rodrigues, a morte do professor foi uma grande perda. "Ele ensinava na licenciatura. Era um professor muito jovem e de reconhecida qualidade acadêmica. Nós sentiremos muita falta dele na universidade”, disse.

Almir Olímpio Alves deixou, além da mulher, um filho de 16 anos. O corpo do professor está nos Estados Unidos.



TRAGÉDIA

O crime aconteceu na sexta-feira (3). O vietnamita Jiverly Woong, 42 anos, invadiu a American Civic Association (Associação Cívica Americana) - onde teria feito cursos - matou 13 pessoas e depois se suicidou com um tiro na cabeça.

Outras quatro pessoas ficaram feridas e 37 reféns ficaram escondidos na despensa e no porão durante cerca de cinco horas até terem certeza de que podiam sair em segurança.

Woong carregava duas armas e muita munição. A polícia de Nova York acredita que ele premeditou o crime, uma vez que bloqueou a porta dos fundos da Associação com uma caminhonete e depois entrou pela porta da frente, sem falar nada.

Ele teria atirado nas recepcionistas - uma delas morreu na hora e a outra se fingiu de morta e chamou a polícia assim que o atirador se afastou. Os policiais chegaram em menos de dois minutos, mas não conseguiram impedir a tragédia.Da Redação do pe360graus.com

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