
Uma família de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, teve uma infeliz surpresa no Dia de Finados (2) quando foi ao Cemitério Vila Rosali visitar o túmulo de uma parente. Ao chegar ao cemitério, o corpo e caixão de Gabriela de Oliveira Gomes Simões, 77 anos, tinham sumido do local. O caso foi registrado na 64ª DP (São João de Meriti), que investiga se houve erro da administração do cemitério ou se o corpo foi furtado.
Procurada pelo G1, a administração do cemitério não foi localizada para comentar o caso.
Segundo a família, Gabriela morreu de câncer em abril de 2008 e foi enterrada no bloco 4, na gaveta 140 do cemitério. O local, segundo a família, já estava preparado para receber um outro corpo nesta terça-feira (2).
“O corpo e o caixão da minha mãe sumiram. O buraco está aberto e sem nenhum vestígio de arrombamento. Ela teria que ficar lá até abril de 2011. Tinham quatro sepultamentos hoje e um deles já era pra ocupar o lugar da minha mãe”, conta a filha de Gabriela, Acácia Maria de Oliveira Simões, 53 anos.
O neto de Gabriela, Waldir Simões de Matos, de 27 anos, que também esteve no cemitério para visitar o túmulo da avó, diz que a própria administradora do cemitério ficou surpresa com a situação.
“Fomos em abril deste ano e estava tudo normal. Para exumação a gente recebe um telegrama ou telefonema comunicando porque só pode abrir o caixão na presença da família para retirar os restos mortais, ou por autorização judicial. O cemitério não sabe o que dizer do corpo”. Ele ainda
completa: “Seria um crime tirar o corpo sem autorização da família. Aqui é pior. Porque tiraram e sumiram com o corpo. É roubo”.
A família pensa em processar a administração do cemitério. "Onde foi parar esse corpo? O corpo sumiu. Ainda que tenha sido um erro, quem tem que dar conta do corpo é o cemitério e aí é crime. Então, vamos entrar com um processo criminal e um cível", explica o neto.
Segundo a polícia, a supervisora do cemitério esteve na delegacia para tentar explicar o caso. À polícia, ela disse que não havia nenhuma anotação de que o corpo tinha sido retirado da sepultura, mas ficou de verificar com outros funcionários o que pode ter acontecido.
O caso foi registrado como destruição, subtração ou ocultação de cadáver. A pena para esses crimes varia de 1 a 3 anos de prisão, segundo a polícia.
Cláudia Loureiro
Do G1 RJ
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