
O Sport sofreu mas conseguiu manter sua invencibilidade no Campeonato Pernambucano com um empate por 2x2 diante do Ypiranga, nesta quarta-feira (7), na Ilha do Retiro. O time rubro-negro chegou e descer para o intervalo na desvantagem mas voltou melhor na etapa final e conseguiu a igualdade.
Para quem esperava um Sport morno, esperando um erro do adversário para suas estocadas surpreendeu-se com a equipe que iniciou o jogo; com fome de gol e muita disposição. Prova disso foi o gol-relâmpago. Aos dois minutos, Eduardo Ramos cruzou e o zagueiro Luiz Eduardo, na tentativa de cortar, mandou para as próprias redes.
Sem tirar o pé do acelerador, o time da casa manteve a velocidade e por pouco não chegou ao segundo. Aos sete minutos, Dairo fez grande jogada e chutou para Geday mandar a escanteio. O Ypiranga só veio dar sinal de vida aos 12 e com muito perigo. Após cobrança de escanteio, Luiz Eduardo quase conserta o erro no gol contra ao mandar de cabeça. Daniel Paulista, em cima da linha, salvou o Sport.
Esse lance foi a senha para o time de Santa Cruz do Capibaribe acordar na partida. A marcação melhorou e aliviou a pressão dos rubro-negros. Ao mesmo tempo, o meio de campo tocou a bola com consciência. Só o ataque não seguiu a evolução e falhava na hora de concluir as jogadas.
E se não dava pelo chão, a bola alta resolveu. Aos 26 minutos, Lismar cruzou da direita e Luiz Eduardo, que chegara perto aos 12, redimiu-se ao mandar de cabeça no canto direito de Magrão e deixar o jogo empatado. O gol tomado deixou o Sport inexplicavelmente afobado. Ao invés de tocar a bola optou pelos lançamentos longos e sempre infrutíferos. Numa jogada mais trabalhada, aos 42, Dairo fez grande lançamento para Júlio César. Cara a cara com o goleiro ele mandou completamente torto.
O castigo demorou apenas dois minutos para cair no lado rubro-negro. Fágner aproveitou a bobeira da defesa e tocou para Fabrício Ceará. Ele estava acompanhado por Igor Maranhão, que o derrubou dentro da área. Pênalti. Na cobrança, Fabrício fez a paradinha e mandou com categoria para o fundo das redes.
O técnico Givanildo Oliveira fez logo duas alterações no intervalo, no que alterou o esquema tático: Eduardo Ratinho entrou no posto do desatento Júlio César e Igor Maranhão saiu para Ricardinho configurar o Sport no 4-4-2. O resultado foi quase imediato. Aos três minutos Zé Antôno lançou Eduardo Ramos. Ele cruzou para Ricardinho dominar e acertar o canto esquerdo de Geday. Jogo empatado novamente.
O novo empate mostrou que, além de um toque de bola mais qualificado e rápido, o Sport também mostrou disposição na marcação. Provavelmente fruto de uma bronca do técnico Givanildo Oliveira. E o terceiro quase saiu na sequência, pois aos oito minutos, em jogada iniciada por Ricardinho, Dutra acertou a rede pelo lado de fora.
Com a nova motivação do Sport, o jogo ficou completamente indefinido. Pois o Ypiranga, apesar de ter apresentado uma queda de rendimento pela marcação mais forte do Sport na saída de jogo, conseguia encontrar alguns espaços e deixar a defesa leonina alerta.
O que muito atrapalhou os donos da casa na hora de impor vantagem no placar novamente foram os erros no ataque. Dairo, apesar de bem tecnicamente, individualizou mais do que deveria. Já Ciro mostrou-se completamente fora do jogo, com dificuldade até de dominar a bola.
Curiosamente esse era o mesmo defeito da Máquina de Costura. O Ypiranga só veio finalizar aos 31. Rosembrik chutou cruzado e Magrão defendeu. Dois minutos depois, Daniel Paulista obrigou Geday a trabalhar de forma semelhante em chute da meia-lua. Os dois times revezavam-se nas investidas, pois finalmente decidiram chutar em gol. Aos 36, Magrão voltou a intervir em chute de João Paulo.
A resposta rubro-negra, na base da pressão, veio aos 41 num cruzamento de Eduardo Ratinho que Tóbi cabeceou raspando a trave. No final, o resultado igual terminou sendo justo pelo que os dois times apresentaram
Ficha do jogo:
Sport: Magrão; Igor, Igor Maranhão (Ricardinho) e Tobi; Júlio César (Eduardo Ratinho), Daniel Paulista, Zé Antônio, Eduardo Ramos e Dutra; Ciro (Leandrão) e Dairo. Técnico: Givanildo Oliveira.
Ypiranga: Geday; Juninho Borracha, Luiz Eduardo, Bebeto e Bruno Paraíba; Wendel, Lismar, Edu Chiquita (Wilson Surubim) e Rosembrik; Fabrício Ceará e Fágner (João Paulo). Técnico: Neco.
Local: Ilha do Retiro. Árbitro: Emerson Sobral. Assistentes: Jossemmar Diniz e Luciano Cruz. Gols: Luiz Eduardo (contra), aos dois; Luiz Eduardo, aos 26; e Fabrício Ceará, aos 45 do primeiro tempo. Ricardinho, aos três do segundo tempo. Cartões amarelos: Dutra, Igor Maranhão, Zé Antônio, Luiz Eduardo, Bruno Paraíba, Edu Chiquita e Wendel. Expulsão: Bebeto. Renda: R$ 30.108. Público: 10.119.
Do JC Online
Com informações da Rádio JC/CBN
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