quinta-feira, 8 de abril de 2010

Campos: Ciro ainda está na disputa


Presidente nacional do PSB, o governador Eduardo Campos negou, ontem, que tivera uma conversa definitiva com o presidente Lula, no sentido de costurar a retirada do deputado federal Ciro Gomes (PSB/SP) da corrida pelo Palácio do Planalto. Os dois aliados, entretanto, viajaram juntos do Rio de Janeiro a São Paulo, anteontem. Questionado pela Imprensa, após reunir-se com o novo ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, em Brasília, Eduardo não confirmou a saída do correligionário da disputa, apesar de todas as informações de bastidores darem conta de que só falta Ciro ser comunicado sobre o fim do projeto nacional do PSB.


O governador reafirmou que encontrou-se com Ciro, na semana passada, quando analisaram pesquisas de intenção de voto. “Nós tivemos uma reunião como temos quase todas as semanas. Uma conversa da nossa direção com Ciro. Estávamos eu, Cid (Gomes, do PSB, governador do Ceará e irmão do deputado) e tal. Mas nenhuma pauta de colocar em discussão esses assuntos que você falou. Uma reunião normal, de companheiros, analisando a pesquisa que foi feita no Brasil inteiro, qualitativa e quantitativa. O objetivo da reunião não era esse (comunicar a Ciro que ele seria rifado do processo)”, destacou.



Na última segunda-feira, Eduardo destacou que o PSB ainda tem tempo para definir seu futuro. O socialista, que antes estipulara março como prazo para resolver o projeto Ciro, voltou atrás e afirmou que os socialistas ainda terão este mês de abril para se definirem. Lideranças do partido estariam tentando convencer Ciro a se retirar da disputa de forma amigável, para evitar problemas com o presidente Lula. Mas o parlamentar estaria irredutível, argumentando que pesquisas o posicionam bem na corrida presidencial.



SÃO PAULO



Alijados do confronto entre PT e PSDB na sucessão ao Palácio dos Bandeirantes, PSB e PP têm articulado, nas últimas semanas, uma eventual aliança que dê viabilidade eleitoral às siglas na disputa ao governo de São Paulo. Separados, PSB e PP contam cada um com menos de 2 minutos de propaganda eleitoral gratuita, mas juntos teriam cerca de 3 minutos e 40 segundos.


ARTHUR CUNHA(FOLHA DE PERNAMBUCO)

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