As novas regras e preços para tirar carteira de motorista estão afastando, pelo menos por enquanto, as pessoas das auto-escolas. Para não ficar no prejuízo, a saída das empresas foi esticar os prazos de pagamento.
Uma auto-escola no bairro de Sucupira, em Jaboatão dos Guararapes, Região Metropolitana do Recife, por exemplo, fez 200 matrículas por semana, em média, no mês de dezembro, e apenas 20 desde que 2009 começou.
A razão, para o dono da auto-escola e presidente do Sindicato dos Centros de Formação de Condutores, Jorge Viana, é a resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que aumenta a carga horária do curso teórico e prático para os novos motoristas. Antes, eram 30 horas de teoria, agora são 45 horas. Até o fim do ano passado, eram exigidas 15 horas de prática de direção, agora são 20 horas.
Jorge Viana explicou que mais aulas representam mais custos. Na auto-escola dele, por exemplo, quem pagava R$ 500 pra tirar uma habilitação do tipo B, dos carros comuns, vai gastar R$ 650 agora. No preço, já estão incluídas as taxas do Detran.
Para amenizar o problema, ele diz que vai estender o prazo de parcelamento. “Nós vamos aumentar o prazo de divisão, que agora é em até seis vezes. Se possível, vamos colocar em dez vezes para facilitar para os novos alunos”, disse.
A gerente de Habilitação de Condutores do Detran, Amanda Machado, avalia como positivo o aumento da carga horária na formação dos novos motoristas. “O objetivo do Contran é melhorar a capacitação dos condutores, melhorar a qualificação, para reduzir acidentes”, afirma.
da Redação do pe360graus.com
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